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Diálogo

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As Lições do Tonecas
de José de Oliveira Cosme


@ Capítulo 1 - Lê o texto e resolve a Ficha de Trabalho (para ouvir clica no ícone em baixo)

Professor – Silêncio!... Hoje vamos tratar dos sinais que servem para auxiliar a leitura e compreensão da escrita. São relativamente numerosos, como deve saber. Temos, em primeiro lugar, o ponto. O menino sabe para que serve o ponto ?

Tonecas – Sei, sim senhor: é para dizer baixinho aos actores aquilo que eles tinham obrigação de saber de cor!

Professor – Isso é no teatro. Estamos a tratar de Gramática. Ora preste atenção: o ponto serve para indicar o fim duma frase perfeita, com inflexão de voz que denota pausa absoluta. Por exemplo: O menino é burro . Ponto.

Tonecas – Perdão, perdão!... Eu sou burro ? Vírgula!...

Professor – Então, se quer que tenha vírgula, obriga-me a prosseguir: … é burro, teimoso e cábula!

Tonecas – (Chora).

Professor – Bom, bom! Não vale a pena chorar! Retiro o burro e o teimoso; mas o cábula tenha paciência, tem que ficar! Temos, depois a vírgula , que também tem outro nome. Qual é?

Tonecas – Qual é?...

Professor – Então?... Coma! Coma!

Tonecas – Muito obrigado, senhor professor, mas agora não tenho vontade!

Professor – Não é isso! Coma é o outro nome que se dá à vírgula . A seguir, temos o ponto e vírgula ; depois, os dois pontos . Logo depois, o ponto de interrogação …

Tonecas – Esse é o marreco!

Professor – Sim. Efectivamente a sua forma faz lembrar um corcunda. E, a propósito, vou contar-lhe uma pequenina história, que li não sei onde, e que dizem ser verídica.

Tonecas – Ai, que bom! Eu gosto tanto de histórias!

Professor – Ora preste atenção: - Havia um indivíduo – coitado, era corcunda – que aliava ao seu defeito físico várias imperfeições de ordem moral. Invejoso e maldizente, nunca perdia ocasião de amesquinhar certo escritor das suas relações que outro mal nunca lhe fizera, senão ser dotado de grande talento. Um dia, o perverso corcunda excedeu-se no seu azedume e provocou o outro com o seguinte insulto: - Afinal de contas, o senhor que se considera um homem de letras, sabe o que é um ponto de interrogação? – Sei, sim senhor – respondeu o literato, tranquilamente. – É uma figura insignificante e corcunda, que às vezes faz perguntas impertinentes!

Tonecas – Apoiado, muito bem!... Boa resposta, sim, senhor!...

Professor – E agora prossigamos com a nossa lição…

Tonecas – Ó senhor professor: não poderíamos ficar por aqui?... Tinha fechado tão bem com a história…

Professor – A história foi apenas para amenizar.

As Lições do Tonecas (Adaptado)
José de Oliveira Cosme

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